VINAGRE & FEL

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Jay Rocker

“No language, just sound, that’s all we need know, to synchronise

love to the beat of the show. And we could dance.”

(Joy Division – Transmission)

INTRODUÇÃO

O texto em questão, faz parte do livro TEORIAS DO RÁDIO: TEXTOS E CONTEXTOS (organizado por Eduardo Meditsch e lançado pela editora Insular em 2005), seu nome é MILHÕES  E MILHÕES DE ALICES NO AR, e foi escrito pelo filósofo francês Pierre-Félix Guattari, mais conhecido como Félix Guattari, que trata do Movimento das Rádios Livres, suas funções e os desejos de que as ondas pudessem ser transmitidas de forma simples e direta.

Então, vamos falar um pouquinho do grande Félix Guattari, que nasceu em Villeneuve-les-Sablons, Olse em 30/04/1930 e faleceu em 29/08/1992 em Cour-Cheverny e além de ter escrito Milhões e milhões de Alices no Ar, também tem em seu currículo os destaques:

- Revolução Molecular

- O Anti Édipo

- Mil Platôs: Capitalismo e esquizofrenia

- Caosmose; Um novo paradigma estético

- Kafka: Para uma literatura menor

- Rizoma

A influencia de Félix Guattari pode ser sentida na musica, em composições como “We want the airwaves” (Ramones), “Transmission” (Joy Division), “Radio Clash” (The Clash), “Radio Four” (P.I.L.), “Radio, Radio” (Elvis Costello), entre outras.

Uma das produções do cinema nacional que também aborda o tema, é o Curta “Queremos as ondas no ar”, dirigido por Francisco Cesar Filho e Tata Amaral, gravado em 1986 e segundo sua sinopse “É um filme panfleto pela liberdade nas telecomunicações e dedicado a todas as rádios livres e televisões comunitárias do mundo”.

Graças ao teor convidativo e apimentado já no título do texto, busquei de uma forma sucinta, resumir o entendimento do capítulo, acrescido de informações complementares e dados bibliográficos que ajudaram a enriquecer um pouco mais o textos e as já interessantes idéias de Guattari.

“Perigo iminente. Atenção, a menor linha de fuga pode fazer explodir tudo. Vigilância especial aos pequenos grupos perversos pulsando palavras, inventando frases, atitudes suscetíveis de contaminar populações inteiras. Neutralizar prioritariamente todos aqueles que poderiam ter acesso a uma antena.”

(Felix Guatarri)

MILHÕES E MILHÕES DE ALICES NO AR – FÉLIX GUATTARI

O movimento das rádios livres iniciou-se em 1975 na Itália, com o intuito de invadir o monopólio estatal das telecomunicações, através de transmissões de rádios  ilegais ou não autorizadas. Nasceu no cume de movimentos políticos e culturais contestatórios e passou a estimular as pessoas a passar da condição ouvintes passivos para a de agentes ativos de seus discursos e a colocar no ar as suas idéias, poesias, manifestos, seus prazeres, as suas músicas preferidas e tudo aquilo que viesse de sua vontade própria, sem a necessidade de autorização para essas transmissões.

Uma vez que as faixas de onda são consideradas propriedade coletiva, cabe à coletividade usufruir delas.

A rádio mais importante desse movimento é a Radio Alice, de Bolonha (Itália), que iniciou suas atividades em janeiro de 1976, como um “braço” do grupo A/Travesso, grupo político responsável por reuniões públicas, atividades comunitárias, festas, uma revista periódica e encontros diários e informais na Piazza Maggiore. A Rádio Alice ficou caracterizada pela sua recusa em assumir uma postura político partidária designada nos termos comuns e por trazer a tona, a discussão social de temas que até então eram tidos como Tabus, como: Sexo, corpo, musica independente, desejo, preguiça, prazer, força proletária e mesclando com uma certa freqüência as ações políticas com valores estéticos.

Bolonha se tornou palco de uma grande crise universitária em março de 1977, que gerou um grande e violento conflito entre estudantes e a força policial da cidade, o que resultou num saldo de uma pessoa morta e várias outras feridas. Nesse estopim, a Radio Alice transmitia noticias ao vivo do conflito, incluindo depoimentos por telefone dos próprios estudantes e de participantes e membros da rádio que mantinham o contato total direto do campo de batalha. Com essa ação, a rádio passa então a desempenhar um papel estratégico para a revolução estudantil, onde ela alerta todas as ações e deslocamentos da força policial e os focos de repressão, enquanto incitava a população a aderirem a manifestação, apoiar os estudantes e dar cobertura as ações.

Devido a essas ações, a rádio foi atacada e invadida pela tropa policial e os seus responsáveis foram presos e processados, tudo porque o Estado considerou intolerável a intervenção da rádio nas manifestações. O mais interessante, foi o fato toda a invasão ter sido transmitida na integra, ao vivo, do começo ao fim.

Tanto nas rádios quanto nas TVs, a “inchação burocrática” (termo usado por Félix Guattari) é de tamanho incrivelmente grande, gerada pelos órgãos de transmissão, criando-se uma máquina que segundo Guattari, é um verdadeiro “monstro  burocrático”, que no início reunia apenas uma ínfima minoria.

Guattari diz em seus textos que “O pessoal das rádios livres eram um bando de loucos, um pouco como D. Quixote atacando o grandes gigantes do monopólio da rádios”. O fenômeno das rádios piratas rapidamente ganhou força, produzindo sobre a grande mídia, um estrondoso impacto. Depois “esse pequeno grupo de camaradas, diretamente inspirados pelos italianos”, viu sua pequena iniciativa estendendo-se por toda a França. “Muitas vezes, duas ou três pessoas colocavam os equipamentos em uma cozinha e começavam a emitir”.

O cartunista italiano Franco Bonvicinni (1941-1995), também conhecido como Bonvi, interrompe a transmissão de um dos programas da Rádio Alice em 11 de março de 1977, para descrever em primeira mão, ao vivo e direto de seu apartamento, o conflito entre estudantes e manifestantes. Seu relato lembrava o calor de um comentarista de futebol enquanto seu time estava em campo. Bonvi não tinha nenhuma ligação partidária.

Segundo Guattari, a utilização da mídia rádio é totalmente diferente da rádio livre e pode-se traçar uma teoria não só para o rádio, mas principalmente para aquele Rádio do Movimento Livre. Ele ajuíza que não se trata de fazer igual, melhor ou pior que as rádios dominantes, é não seguir a mesma direção e encontrar uma outra forma de uso, outra relação de escuta, outra forma de feedback e de se fazer ouvir e falar numa escala menor, para línguas menores, promovendo um determinado tipo de criação que não poderia surgir em nenhum outro lugar que não fosse de forma livre e independente como os ambientes em que se transformavam as rádios livres.

CONCLUSÃO

Milhões e milhões de Alices no ar, pode ser considerado como um texto que representa muito bem a participação e o pensamento de Felix Guattari no Movimento das Rádios Livres no continente europeu.

O autor revela suas teorias sobre revolução “Molar e molecular” na forma de textos apresentados pelas rádios, porém um outro texto de Guattari, no entanto, faz

uma reflexão sobre o contexto de existência das rádios livres, ao mesmo tempo em que traça uma perspectiva entendida pelo autor como uma direção a uma era pós-mídia, tendo como embrião, as rádios livres.

Esse texto é também o prefácio do livro Rádios livres: a reforma agrária no ar (Machado, Magri, Masagão, 1987) que fala das revoluções midiáticas preparadas por novas tecnologias de informática e que representa uma visão de futuro sobre o que, em parte, começou a ocorrer quase 20 anos depois da publicação do texto, cujas condições merecem uma reflexão mais detalhada.

Assim como a musica, o cinema, a dança, a imprensa livre e tantos outros meios “marginais” de arte e comunicação, a rádio livre prova que qualquer pessoa tem o poder de fazer e transmitir a comunicação de forma simples, direta e sem rabo preso com instituições e grandes monopólios da industria das rádios.

E como já cantava Joey Ramone: “We want the airwaves” (The Ramones – We Want The Airwaves, 1979)

Referências bibliográficas

MEDITSCH, Eduardo (Org.). Teorias do Rádio: textos e Contextos Vol 1. Florianópolis; Insular, 2005.

MACHADO, Arlindo; MAGRI, Celso; MASAGÃO, Marcelo (Orgs.). Rádios livres. A reforma agrária no ar. São Paulo: Brasiliense, 1987.

RÁDIO ALICE, Site Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Radio_Alice

RÁDIO ALICE WEBSITE: http://www.radioalice.org

FRANCO BONVICINNI WEBSITE: http://www.bonvi.it

MULTITUDES, Félix Guattari, Web site: http://multitudes.samizdat.net/_Guattari-Felix_.html

QUEREMOS AS ONDAS NO AR: http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=1101

Jay Rocker

Imagine você ser tachado injustamente de racista, preconceituoso e até ser banido de onde vc se encontra só por causa de uma interpretação preguiçosa de alguém sem a mínima vontade de pensar e que se baseia apenas numa frase para colocar todos os defeitos possíveis em você. Deu para sacar o quão ruim é, não é? Isso acontece não só com as pessoas, mas também com as músicas, várias delas sofrem esse mesmo tipo de acusação baseada em fulano disse que sicrano comentou que viu beltrano falando tal coisa. Isso aconteceu com a musica ONE IN A MILLION da banda Guns N’ Roses.

Talvez por isso ela não tenha seu mérito reconhecido e foi justamente por isso que a escolhi para ser a 12ª música do Desafio Musical dos 250 dias, uma musica com o mérito pouco reconhecido.

Existem partes da musica onde Axl dispara frases como “policiais e negros, saiam do meu caminho”, “Imigrantes e bichas não fazem sentido pra mim” e “radicais e racistas não apontem seus dedos pra mim”. Apontando apenas para essas frases, até eu concordaria que ele estaria sendo um puta cara racista nesse momento, porém, vamos analisar a última música do lado A do álbum LIES antes de cuspir verborragias em Axl e sua gangue.

Para entender essa música, precisamos voltar um álbum antes e grifar a parte da musica Welcome To The Jungle” que diz: Você sabe onde está? Você está na selva, babe e você vai morrer!”. Essa frase foi dita por um negro, na adolescência de Axl Rose, que nada mais era que um caipira de Indiana que tinha acabado de chegar na cidade grande, morando agora em Los Angeles, o garoto branquelo e loiro era vitima frequente da violência física dos negros e dos hispânicos que habitavam o local. Numa de suas surras diárias, esse negro que o espancava disse a frase que se tornou mundialmente conhecida, antes de desferir diversos socos. E não era só isso, além dele andar como um Hard Rocker, era fatalmente confundido com os homossexuais da região, e chegava a apanhar de policiais que achavam que ele estava fazendo programa, apanhava dos homossexuais porque eles achavam que ele estava entando tomar o ponto deles, apanhava dos negros porque ele era branco e andava igual a uma “bicha louca” e apanhava dos hispânicos que batiam nele por ele ser ele. Isso tudo segundo Axl e antes mesmo do Guns N’ Roses. Quem também tinha que correr dessas porradas era o Izzy Stradlin, mas isso fica para outra história.

A música nada mais era do que um desabafo de Axl as pessoas que o perseguiam, que convenhamos, não é porque o cara faz parte de uma minoria que ele é boa gente e Axl se sentia apenas um em meio a um milhão de pessoas que na sua visão eram como ele, mas o enxergavam como uma aberração.

O recado foi dado com a Canção One In A Million, que saiu no álbum Lies e meio mundo começou a criticar a música. Na própria capa do disco, há uma frase em que Axl diz: Esta é uma musica muito simples e generalizada, minhas desculpas se alguém se ofendeu”. Realmente ela é generalizada, pois por causa de uma minoria das minorias, ele acabou mexendo e tacando a merda no ventilador para todos, e essa era a intenção, pois quem vê a banda Guns N’ Roses hoje não imagina o que ela era nos anos 80 e início dos anos 90, chegando carregar a fama de ser “a banda mais perigosa do planeta” porque eles queriam justamente plantar o caos por onde passavam.

Essa é a história de One In A Million, que foi injustamente taxada de racista e não tem seu mérito reconhecido por isso.

Tirem suas próprias conclusões e lutem para não ser apenas um em um milhão.

http://www.youtube.com/watch?v=oHTjvv8pBMY&feature=related

One In a Million

(Guns N’ Roses)

Guess I needed sometime to get away

I needed some peace of mind

Some peace of mind that’ll stay

So I thumbed it down to Sixth and L.A.

Maybe a Greyhound could be my way

Police and Niggers, that’s right

Get out of my way

Don’t need to buy none of your

Gold chains today

I don’t need no bracelets

Clamped in front of my back

Just need my ticket; ’til then

Won’t you cut me some slack?

(refrain)

You’re one in a million

Yeah, that’s what you are

You’re one in a million, babe

You’re a shooting star

Maybe someday we’ll see you

Before you make us cry

You know we tried to reach you

But you were much too high

Much too high, much too high,

Much too high, yes, ow!

Immigrants and faggots

They make no sense to me

They come to our country

And think they’ll do as they please

Like start some mini Iran,

Or spread some fuckin’ disease

They talk so many goddamn ways

It’s all Greek to me

Well some say I’m lazy

And others say that’s just me

Some say I’m crazy

I guess I’ll always be

But it’s been such a long time

Since I knew right from wrong

It’s all the means to an end, I

I keep it movin’ along

(refrain)

You’re one in a million

Oo, you’re a shooting star

You’re one in a million, babe

You know that you are

Maybe someday we’ll see you, Oo

oh, Before you make us cry

You know we tried to reach you

But you were much too high

Much too high, Oo, much too high

Yeah,

Much too high, huh, no, no, oh

Ow!

(solo guitar)

Radicals and Racists

Don’t point your finger at me

I’m a small town white boy

Just tryin’ to make ends meet

Don’t need your religion

Don’t watch that much T.V.

Just makin’ my livin’, baby

Well that’s enough for me

(refrain)

You’re one in a million

Yeah that’s what you are

You’re one in a million, babe

You’re a shooting star

Maybe someday we’ll see you

Before you make us cry

You know we tried to reach you

But you were much too high

Much too high, ow, much too high,

Much too high, much too high

Yeah, yeee, yeah, yeee, igh!

Ow! Much too high

(Oh, much too high, ah,

much too high, ah, much too high

much too high, ow, much too high)

Jay Rocker

Desde os 18 anos, Al Gore é um ambientalista preocupado realmente com o planeta e seu filme UMA VERDADE INCONVENIENTE mostra de maneira direta, tudo aquilo que o nosso planeta já vem mostrando.

O engraçado é que muita gente diz que se chocou com o livro ou o filme, quando na verdade, ele nos mostra coisas tão óbvias que o que choca é a capacidade das pessoas se chocarem com as “revelações” de Al Gore. Como uma coisa que está em nossa frente pode chocar tanto?

Reclama-se dos fenômenos naturais, mas se esquece que os responsáveis por tudo isso é “bicho-homem”, motivado pela ganância e pelos “benefícios futuros” vai acabando com o ar, o mar e a terra, causando com isso uma resposta natural de nosso planeta, que responde com a fúria de mudanças climáticas radicais, degelos, tempestades, inundações, calor excessivo, seca, derretimento das geleiras, feito estufa, queimadas em mata seca, aumentando assim os problemas mundiais.

A situação do homem acabando com o planeta não é nova, somos descendentes de várias gerações que se preocupavam apenas em extrair de forma desregrada os benefícios de nosso planeta, mas infelizmente a nossa geração é quem está pagando a conta.

Já em 1974, Raul Seixas já “previa” essa revolta planetária, pois na musica “As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor” cita a seguinte frase em uma das estrofes: “Buliram muito com o planeta / E o planeta como um cachorro eu vejo / Se ele já não aguenta mais as pulgas / Se livra delas num sacolejo”, e hoje 25 anos depois, contemplamos a cada dia um novo “Sacolejo” do planeta.

O reflexo de todas as nossas ações contra o planeta se mostra também no surgimento de novas doenças, que por serem causadas por vírus constantemente mutáveis, não sabemos como combatê-las.

Não precisamos ser acadêmicos, doutores, cientistas ou especialistas em força da natureza para perceber os danos que estamos causando ao planeta, basta colocar a cabeça para fora da janela.

No fim do filme, a frase “Você está pronto para mudar a sua forma de vida” vem como golpe final a todos que puderam ver o que realmente nos espera e da mesma forma nos aponta soluções simples para adotamos em nosso dia a dia que podem ajudar a minimizar os problemas existentes.

Sabemos que os problemas “naturais” não são de origem natural, mas temos chances de reverter esse quadro antes que fique tarde.

Se cada um fizer um pouco e transmitir essa idéia a outra pessoa de sua casa, podemos preparar um mundo melhor e conscientizar as crianças para que continuem o trabalho e assim podermos passar adiante a idéia e num futuro, que infelizmente não faremos parte, a terra pode ser salva.

Se não tomarmos uma atitude urgente, estaremos decretando a sentença de morte para nós mesmos e nossos descendentes.

Podemos não mudar a história nem nosso passado, mas podemos trabalhar para fazer diferente o nosso futuro, o futuro do planeta e o futuro de nossos filhos.

É necessário a ajuda de todos para que no futuro, não precisemos que haja uma conversa entre a última árvore e o último animal. Para isso, precisamos usar nossa melhor arma, a consciência. Escolher bons governantes e cobrar atitudes e leis que reforcem um compromisso com a qualidade de vida e preservação do planeta.

Toda a humanidade e principalmente o planeta Terra agradece.

Da Última Árvore Para o último Animal

(Redson Pozzi)

Nós estávamos aqui
Antes de você, antes deles,
Quando o mundo desconhecia a violência
Nós existimos há trilênios
Alimentando a todos.
Aos poucos você foi vendo
Eles chegando com uma invenção
Usavam aquilo para nos cortar
E com nossos pedaços em brasa
Se aquecer.
Então eles fizeram armas e motores
Com armas te caçavam
Com motores nos cortavam.
Você viu sua espécie aniquilada,
Você viu nossas sombras sumirem,
Água e ar, vítimas de contaminação química.
Você viu armas feitas com
Pedaços de nossos corpos,
Você viu sua pele irmã
A preço promocional na vitrine.
Eles não viram nada além do lucro.
Eles usam sua pele
Sentados sobre nossos pedaços.
Eles tem projetos milionários para
Exterminar todos nós.
Observe agora, eles já estão cegos e Suicidas.
Olhe ao redor, só eu e você,
Eles morrem aos poucos e
Nada mais, nada mais podemos fazer,
Nada mais…

Jay Rocker

Nem precisei pensar muito para colocar uma musica que fica na cabeça para o Desafio Musical dos 250 dias. É uma música que penso nela praticamente todos os dias e esteve presente em diversos momentos de minha vida.

Essa é uma musica é do comecinho dos anos 80, não me lembro ao certo, mas quando eu fui para o meu primeiro dia de aula, eu fui cantando-a. Também notei que na primeira entrevista de emprego, eu segui cantando-a mentalmente. Em meu primeiro emprego ela tocava na Alfa FM (na verdade, ela toca na Alfa FM até hoje) e percebi que eu sempre a cantava em algum momento em que eu tinha que me preparar para algo. Involuntariamente a musica se tornou uma espécie de mantra que me acalma, e é uma de minhas músicas preferidas, seu refrão não sai da cabeça e quem ouve, não consegue sair sem ao menos assobiar a melodia.

Eu estou falando de I DON’T WANNA DANCE do inglês EDDY GRANT, que é a segunda música do lado A do disco “Killer On The Rampage”. Uma coisa interessante é que eu até então achava que Eddy Grant era jamaicano, tudo por culpa do riff, do estilo, do swing e da batida da música, somado aos seus dreads e sua pele negra. Só lá pros meios dos anos 90 é que fui descobrir que ele era inglês.

O clipe é um clássico, como a música. Utilizando-se de alguns clichês oitentista, passa-se numa praia, tem uma morena bonita comendo maçã, Grant é enterrado na areia, passam uns surfistas, o sol forte de frente a câmera e a batida de Dub com Ska e Reggae dominando o ambiente. O solo de guitarra não é nada virtuoso, mas casa perfeitamente com a canção e é impossível alguém ouvir e não sair cantando “I Don’t Wanna Dance, dance with you babe, no more…”.

CURIOSIDADE: Toda vez, em todas as bandas que toquei, antes de entrar no palco eu mentalizo essa musica, portanto, quando forem num show que eu vá participar, reparem alguns segundos antes de eu ir pro palco eu estralando os dedos e/ou mexendo a boca.

Aproveitem:

http://www.youtube.com/watch?v=9de6jeOevi8

I DON’T WANNA DANCE

(Eddy Grant)

I don’t wanna dance

Dance with you baby no more

I’ll never do something to hurt you, though

Oh but the feeling is bad

The feeling is bad

I love your personality

But I don’t want our love on show

Sometimes I think it’s insanity

Girl the way you go

With all of the guys on the corner

Oh baby, you’re the latest trick

Oh, you seem to have their number

Look they’re dancing still

I don’t wanna dance

Dance with you baby no more

I’ll never do something to hurt you, though

Oh but the feeling is bad

The feeling is bad

Solo

Baby now the party’s over

For us, so I’ll be on my way

Now that the things which moved me

Are standing still

I know it’s only superstition

Baby, but I won’t look back

Even though I feel your music

Baby that is that

I don’t wanna dance

Dance with you baby no more

I’ll never do something to hurt you, though

Oh but the feeling is bad

The feeling is bad

Don’t wanna dance

Don’t wanna dance

Don’t wanna dance

Don’t wanna dance

Don’t wanna dance

Don’t wanna dance

Don’t wanna dance

I don’t wanna dance

Dance with you baby no more

I’ll never do something to hurt you, though

Oh but the feeling is bad

The feeling is bad

Jay Rocker

Nem a chuva atrapalhou quem queria ver o evento.

Jonas, trampou no evento de manhã, foi pro trampo dele a tarde e as 18:00 tava lá de novo. O principal cara do som, sem ele o som do evento não rolaria

Nóis se aperta mas num perde a gig

Ande de SK8 ou morra

Pode chover que a galera não derrete

Galera

O que será que tinha naquele refrigerante de laranja?

Só a chuva não foi suficiente para desmotivar a galera

Digam qualquer coisa

Let’s Rock

O Tosko (de quatro) ligando o som, o Cowboy que fez todo o trampo de iluminação, a Carol que ajudou com atendimento, filmagem e foto e o Robertão preparando os bangs pra improvisar um palco

Johnny Pogo e a patroa

Coisinha mais bonita

Finge que não tá tirando foto

Do lado direito temos o Miojo, que também ajudou nos corres

Os punks limpando a rua, montando o sk8 park e todo mundo na paz, de boa.

Fuck Off!

Lovers Punk

Daaaannnncing in the rainnn

No extremo direito, Decko, o maior responsável pelo evento em Carapicuíba

Robertão, munido de Alvará e indo fechar a rua. No fundo, a galera dando uma força

Denise (que ganhou a tatuagem), Decko (que tava acordado desde a madrugada fazendo corre pro VR2012 acontecer), Carol, Robertão (The Boss) de costas e um mano esperando pra fazer uma tatoo

Jay Rocker

O dia parecia bem bonito, que iria fazer sol e não iria chover. Tudo apontava que o primeiro dia do Verão Revolução 2012 iria ocorrer sem nenhum problema. Tudo isso até dar 13:00 hs. Chuvão chegando e lá vai a galera alterando tudo o que já estava pronto. Tira aparelhagem do caminhão, remove a mesa de bilhar do bar, monta tudo onde estava a mesa, leva a mesa pra outra casa e enfim, consegue-se em tempo recorde, com a ajuda de um sem número de pessoas, preparar tudo para o evento.

Palco montado, pista de skate montada, futebol rolando na quadra e apenas 40 minutos de atraso, assim começa o Verão Revolução 2012, pela primeira vez em Carapicuíba e rolando tudo no Bar do Robertão.

A galera que chegava, já podia pegar seu zine na faixa e ir curtindo os trabalhos da Art Till Death, exposição organizada pelo Rogério Alves, também conhecido como Rufus, que com sua noiva Thaís preencheu as paredes do bar com montagens muito bem sacadas e um trampo de dar orgulho. Foi só a chuva dar um tempo que ele começou a invadir po lado externo do bar e também banheiro.

Nesse meio tempo, sobe ao palco a anda que deu início ao evento Escalados de última hora para cobrir a banda Pé di Frango, os garotos do HATE IN SOUL trouxeram um New Metal muito bem tocado, com enfoque especial aos covers e teve até a participação do Robertão nos vocais com a banda.

A segunda banda do dia seria a banda Shapiros, mas por causa da chuva os integrantes disseram que não iam, o que não impediu do guitarrista Valter ir sozinho e fazer a apresentação, munido de um cd que não tinha a guitarra solo, ele fez a apresentação do set que seria da banda. Isso mostra atitude, afinal, ele poderia simplesmente não ter tocado, mas foi lá e fez.

Na sequencia, a banda Lixo Atômico com seus mais de 10 anos de estrada apresentava pela primeira vez a sua nova formação, com Coquinho e Mankuzo nas guitarras. Para quem gosta de Hard Core, a banda é uma excelente pedida. Musicas rápidas e vocal gritado, a banda conseguiu fazer o pessoal agitar mesmo no meio da chuva.

A banda O Pogo não poderia se apresentar, pois não apareceram o baixista e o baterista da banda, então, foi colocado a banda Krônicos ali na hora, para ir tocando e nesse meio tempo já preparar o sorteio da Tatoo. A Denise que saiu de casa para curtir um dia de rock, ganhou uma Tatoo no valor de até R$ 200,00 para tatuar ali mesmo, na hora. E lá foi ela escolher, enquanto a Krônicos terminava seu set.

Enquanto a Denise era tatuada pelo grande tatuador Rogério, do estúdio Los Brothers Tatoo, que gentilmente cedeu seus dons artísticos para o evento, a banda Setfire botava fogo no palco, fazendo a galera do Thrash Metal chacoalhar a cabeça sem bangar. Com um set que mesclava sons próprios com covers de diversas bandas.

Fazia tempo que eu não via uma banda crust em ação, até a Sindrome de Tourette entrar no palco. Com canções curtas e de protesto, a banda começou tocar em meio a uma tempestade de dar medo. Mas isso não atrapalhou a galera que tava agitando como se não houvesse amanhã enquanto meio mundo cuidava pros bangs não voar com a ventania e que não molhasse os equipamentos.

Para fechar a noite, a banda Rimas Sujas veio com seu punk rock num set que envolvia sons próprios e covers de bandas como Adicts, Misfits, The Clash e outros, deixando a gurizada toda no clima.

O evento teve ainda em seu decorrer, galera do skate, usando e abusando do Half, corrimão e tudo que foi montado na rua, uma galera jogando bola na quadra e a criançada brincando em meio da galera, tudo de boa. Vale ressaltar que a própria vizinhança ajudou na realização de diversas coisas, teve um apoio muito legal das pessoas que foram para assistir e de gente que estava na organização mesmo. Uma organização descentralizada, onde cada um ficou responsável por uma parte, o que gerou um evento legal e não sobrecarregou ninguém. O saldo foi mais que positivo, pois em quase 10 horas de festa, não foi registrado nenhuma briga, todo mundo ficou de boa e você podia ver punks, street punks, bangers, rockabillyes e até famílias com os pais e os filhos juntos, além de crianças em meio ao evento, o que mostrou que pode ser feito algo muito legal mesmo. E até a Prefeitura Municipal ajudou, cedendo a quadra poliesportiva e alvará para que a rua fosse interditada e o maior apoio mesmo foi da galera que presenciou o evento, pois mesmo com suja, eles estavam lá prestigiando o evento.

Agora é se preparar para o próximo dia, que é em 25 de fevereiro. Nos vemos lá!

POST CENSURADO

20/01/2012

Jay Rocker

Pode parecer estranho um post assim, ainda mais agora que o presidente Obam vetou o projeto e em tese a internet pode respirar aliviada.

Engano seu achar isso, modificam se os mecanismos, mas as ações continuam rolando solto como se nada e nem ninguém estivesse olhando. Sim, o grande público, a massa alienada e cega por novos assuntos, já considera como batido e passado o assunto de censura na Internet, mas como explicar o caso do fechamento do site Megaupload e indiciamento criminal de seu criador?

A indústria fonográfica e cinematográfica é muito forte no mundo todo e diversos são os casos em que a união das mesmas consegue desestabilizar economias e derrubar políticos de tudo quanto é cargo, então eles nunca irão se calar.

Quem começou dançando a dança de interesses, foi o site Megaupload e seu criador Kim Dotcom, que foram tirados do ar e teve prisão decretada, respectivamente. A ação em si consistiu em acusar e indiciar formalmente por violação das leis americanas antipirataria, pois deu um prejuízo estimado em 500 milhões de dólares as empresas detentoras de direitos autorais, causando um rombo planetário.

O estranho desse “rombo” é que diversos artistas (representados por essas entidades) que seriam então as principais vítimas do site e da perda de direitos autorais, são favoráveis a existência do site. Músicos consagrados, com altos índices de venda como Kanye West não só apoiam o site como afirmam que também o utilizam e chegaram até a gravar teasers para o Megaupload, coisa que enfureceu algumas gravadoras que exigiram a retirada do ar desse material.

Mas não é apenas a questão da SOPA ou PIPA, nem muito menos do Megaupload. A questão principal é que esses protestos contra tudo isso e as ações foram motivadas pelo simples motivo de ser algo que está ocorrendo nos Estados Unidos, pais que abriga a maioria dos servidores utilizados no mundo. Mobilização do povo e de grandes e pequenos nomes da Internet, inclusive no Brasil. Mas e se houvesse algo assim aqui?

E se eu disser que tramita no Congresso uma lei com os mesmos interesses e indo mais além, onde seus dados de acesso estariam liberados para consulta do Estado? Sim, estamos falando de Brasil, estamos falando de invasão de privacidade e também do projeto Azeredo, que coloca a prática de downloads como ilegal.

Num dos trechos diz o seguinte:

“Obter dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização do legítimo titular, quando exigida.
Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 1º - Nas mesmas penas incorre quem mantém consigo, transporta ou fornece dado ou informação obtida nas mesmas circunstâncias do “caput”, ou desses se utiliza além do prazo definido ou autorizado.

§ 2º - Se o dado ou informação obtida desautorizadamente é fornecida a terceiros pela rede de computadores, dispositivos de comunicação ou sistema informatizado, ou em qualquer outro meio de divulgação em massa, a pena é aumentada de um terço.

Para efeitos penais considera-se:
I- dispositivo de comunicação: o computador, o telefone celular, o processador de dados, os instrumentos de armazenamento de dados eletrônicos ou similares, os instrumentos de captura de dados, os receptores e os conversores de sinais de rádio ou televisão digital ou qualquer outro meio capaz de processar, armazenar, capturar ou transmitir dados utilizando-se de tecnologias magnéticas, óticas ou qualquer outra tecnologia eletrônica ou digital similar”

Qual a diferença do projeto americano para o nosso? Apenas o povo, pois não vi em nenhum momento nenhum comentário sobre ações contra que partiram do povo, apenas grupos independentes que buscam barrar as intenções do deputado mineiro Eduardo Azeredo, que do alto de sua megalomania ainda cita que “os provedores são obrigados a fornecer as informações de seus usuários, além de guardar seus dados de acesso por três anos”, ou seja, vai além do SOPA e não vemos manifestações semelhantes no país.

Este post não foi censurado, mas caso uma das leis fossem aprovadas seria bem possível o título e as imagens desse texto serem reais. Felizmente, ainda não é.

Jay Rocker

Sem sobra de dúvidas, posso afirmar que COUNTING CROWS é uma das melhores bandas que surgiram nos anos 90 e talvez por causa de toda a moda Grunge tenha ficado meio que de lado do bonde. Seu hit “Mr. Jones” é mundialmente conhecido e mesmo quem não sabe quem canta, conhece a música. Seria até idiota eu apresentar a música Mr. Jones, mas é ai que está a coisa: Uma música que quero apresentar as pessoas, é a minha música preferida da banda, a excelente poesia de Adam Duritz, acompanhada por músicos competentes que fazem dessa banda de São Francisco, uma das melhores coisas surgidas nos últimos 20 anos. Por isso, apresento a vocês a música ANGELS OF SILENCE, da banda americana COUNTING CROWS. Essa é a minha 10ª participação no Desafio Musical de 250 dias e é com grande prazer que posso inserir esses caras e suas músicas. Recomendo ouvir outras coisas ainda como: Round Here, Hard Candy, American Girls, Daylight’s Fanding, Mrs. Potter’s Lullaby, Einstein On The Beach, Butterfly In Reverse, Godnight Elizabeth, Four Days, entre outras.

Tem também uma musica que me lembra Elvis Costello, que é a Accindentally In Love, que foi trilha do Shrek 2 e meio mundo sabe qual a música, mas não sabe quem canta.

Essa é a musica que eu quero apresentar as pessoas.

http://www.youtube.com/watch?v=OO3kWNHyZOE

ANGELS OF SILENCE

(Counting Crows)

Well i guess you left me with some feathers in my hand

did it make it any easier to leave me where i stand?

i guess there might not be too many who would stand beside younow

where’d you come from? Where am i going?

why’d you leave me ’till i’m only good for…

waiting for you

all my sins…

i said that i would pay for them if i could come back to you

all my innocence is wased on the dead and dreaming

everynight these silhouettes appear above my head

little angels of the silences that climb into my bed andwhisper

“everytime i fall asleep everytime i dream

why’d you leave us ’till we’re only good for…

waiting for you”

all my sins…

i said that i would pay for them if i could come back to you

all my innocense is wasted on the dead and dreaming

i dream of Michaelangelo when i’m lying in my bed

little angels hang above my head and read me like an open book

suck my blood break my nerve offer me thier arms

well, i will not be an enemy of anything

i’ll only stand here

waiting for you

all my sins…

i said that i would pay for them if i could come back to you

all my innocence is wasted on the dead and dreaming

Jay Rocker

O ano era 1948 e George Orwell publicava um de seus grandes livros, 1984, que conta a história de uma nação dominada pelo Grande Irmão, que controla a tudo e a todos, acompanhando suas atividades pela Teletela. Dessa forma, o Estado poderia muito bem verificar o que cada cidadão estava fazendo.

O romance visionário pode ser considerado como grande influenciador dos shows de realidade que vemos hoje em dia, com nomes como Big Brother (extraído do próprio 1984), Casa Dos Artistas, No Limite, A Fazenda, Hipertensão, entre tantos outros, que vem movimentando uma grande fatia financeira nos canais de televisão, tendo inclusive canais na TV a Cabo destinados apenas a exibição de “Reality Shows”, que incluem de anônimos a grandes astros, como Ozzy Ozbourne (The Osbournes) e Gene Simmons (Uma jóia de família).

Com todo esse enredo que gera “Tie In” e publicidade a torto e a direito, muita gente se esquece que muito antes disso, lá no início dos anos 70, pessoas comuns já experimentavam o gostinho de ter as suas vidas vigiadas por 24 horas por pessoas que eles nem sonhavam quem poderia ser.

Para ser mais exato, em 1971 a família Loud aceitou passar sete meses com câmeras instaladas em sua casa para fazer parte do programa “An American Family”, que estrearia na TV americana com forte inspiração do Cinema Verdade (Cinema Vérite).

Em comemoração aos 40 anos de seu lançamento, a HBO lançou o filme/documentário “CINEMA VÉRITE – AN AMERICAN FAMILY”, que conta a história desse que foi o grande marco na experiência de mostrar o dia a dia das pessoas, da forma mais natural possível, e mesmo em seus primeiros episódios mostrando como as pessoas se comportavam de forma “maquinada” para parecerem ser aquilo que não eram, até embates que geraram muita polêmica na época real de sua exibição.

Você não consegue ser outra pessoa que não seja você mesmo por 24 horas. Essa é uma grande máxima que já se mostra nos primeiros minutos do filme, que aborda o início do projeto, onde todos pareciam felizes e sorridentes. Porém, nenhuma máscara é eterna, o que no início era algo prazeiroso, torna-se uma grande demonstração de como o ser humano pode descer e como o publico é um grande consumidor da desgraça alheia.

Entre um casal a beira do divórcio, um diretor que teve acusações de manipulação, uma mãe relapsa, um filho assumindo a sua homossexualidade, o filme caminha com o intuito de mostrar como realmente foi a experiência com a família, que em seu contexto geral deveria ser uma típica família americana.

O “reality” fez sucesso imediato e mais de 10 milhões de pessoas assistiam as aventuras da família, que brigavam, se amavam e agiam como se nada estivesse olhando para eles. A formula deu certo. Tão certop que foi exportada para o mundo inteiro, que passou a produzir seus próprios reality shows, que iam desde simples apresentações de mágicos urbanos ao convite de diversas grandes estrelas de toda a mídia.

O motivo do sucesso? O povo (de uma forma geral) gosta muito de saber como anda a vida alheia, o que a pessoa faz e o que ele faria. No fundo, todo mundo está assistindo com o único desejo de poder se alimentar das desilusões e fracassos dessas pessoas.

Acredito que o Reality Show está em seu ápice e vai durar mais algum tempo, pois o que o povo quer? Ver alguém que vai dar se pior que ele mesmo.

O filme da HBO consegue resgatar a essência do que a família Loud viveu e automaticamente mexe em territórios considerados sagrados, o que vem trazendo problemas com relação a própria família Loud (que alega não ter cedido os direitos autorais) e o próprio diretor do original, Craig Gilbert, que ameaça entrar com ação contra emissora.

No fundo, o filme passa ser apenas um mais do mesmo, que deixa um gostinho de como era esse programa, tido por muitos como o grande “big bang” do que conhecemos  no quesito “Reality Show”, além de mostrar a influência de Tie In para as realções comerciais futuras.

O que o Estado quer? Mentes para controlar. O que o povo quer? Ver mentes controladas. Nesse ponto, vemos como três épocas tão dinstintas (1948, 1971/73 e 2011) o mesmo desejo que movia o cidadão dos 40’s e 70’s, até os dias de hoje. Isso mostra o quão ligado um romance escrito em 1948 e um filme do século XXI podem estar.

O sadismo do povo é tão grande, que os dias em que alguma outra pessoa vai ser linchada ou terá toda a sua vida filmada (ou ceifada culturalmente), só para servir de “Nova TV” para o mundo novo.

E é por isso que digo: “O olhar está muito além do que podemos ver” e esse filme, com todo seu conceito pode muito bem ter sua grafia de MUITO ALÉM DO BIG BROTHER.

Jay Rocker

Não sou fã de falar do que não gosto, então para o desafio musical de 250 dias, escolhi uma musica em que eu não gosto da letra, não gosto do arranjo, não gosto da musica, não gosto da banda e muito menos do vocal e do xiitismo de seus fãs.

Sem delongas, a musica é The End da banda The Doors.

http://www.youtube.com/watch?v=JSUIQgEVDM4

Jay Rocker

Sites de compartilhamento foram algumas de minhas grandes descobertas no período de net, desde o longínquo final dos anos 90 até hoje. A possibilidade de descobrir novas bandas é muito grande e para o circuito alternativo, foi uma coisa memorável.

Algumas bandas insistem em ser contra o compartilhamento de musicas, mesmo elas tendo chegado onde estão graças a internet, pois acreditam que ela tira todo o lucro que poderia ir para o artista. Oh, que rombo na indústria fonográfica…

Eu sempre fui a favor da socialização das músicas, desde os tempos das fitas k7 e as mensagens nas demos que lançávamos que dizia: “Se preferir, copie essa fita ao invés de comprar”. E acho que a internet veio ser a grande “demo” para diversas bandas, pois eles podem divulgar sua música para pessoas de tudo que é canto do mundo.

Um exemplo claro disso, são os sites PALCO PRINCIPAL e MYSPACE, que disponibilizam micro-sites/blogs das bandas, espaço para fotos, letras, entre outras coisas. Mas o principal é a possibilidade de você ouvir ou baixar as musicas, além de montar sua própria playlist.

Passeando pelos artistas cadastrados, consegui encontrar algumas coisas bem interessantes e acho que todos precisam também ouvir. Claro que a lista ficaria enorme, pois o universo musical é imensurável, mas escolhi algumas bandas que eu não conheceria se não fosse o advento da internet.

DEVIL DRINK

Talvez tenha sido a minha maior surpresa musical nos últimos meses. A banda, que foi formada em 2009, veio com a proposta de fazer um punk rock e rock and roll simples e direto, com influência de bandas como The Bones, Social Distortion e Supersuckers.

Garotas, tatuagens, brigas, jogos, rock and roll e carrões envenenados fazem parte do universo da banda, que retrata isso em suas letras, cantadas em português e com uma sonoridade excelente, indicada para quem gosta de musica com energia e toda a vibração punk cervejeiro. Você pode baixar o EP DE ONDE VIM pelo site www.mediafire.com/?h26giz515g2v7v5 e ainda pode saber mais sobre a banda nos links:

www.myspace.com/devildrinkoficial

www.facebook.com/devildrink

www.twitter.com/bandadevildrink

JOHNNY JOHNNY

A banda não é novinha, está há mais de 30 anos vagando pelo mundo alternativo da cidade do Porto, em Portugal e mantendo uma imensa qualidade sonora.

Ainda em 1980, Álvaro Pilar e Eduardo Mont’Alverne iniciaram a banda, que trilhava seu som pela New Wave com a mesclagem de diversos tipos de som. Em 1985 a banda se batiza como Johnny Johnny e tem finalmente a entrada de um baterista físico e começam a fazer seus shows, que culminaram na atenção da EMI-VC, quem em 1988 edita seu álbum de estréia, que além da banda contava com a participação de membros GNR e Heróis do Mar, entre outros. O single “Volto já” ainda conseguiu tocar nas rádios lusitanas, mas a vendagem dos discos não foi como a gravadora esperava, o que culminou no cancelamento de contrato deles.

A formação atual agora prepara o lançamento de mais um petardo, cantado em português (de Portugal) e com a veia pop rock totalmente exposta. Vale a pena dar um confere na banda de nossos amigos lusitanos, que também tem suas musicas disponibilizadas na Internet.

http://www.reverbnation.com/johnnyjohnnyband

http://palcoprincipal.sapo.pt/johnnyjohnny

http://www.facebook.com/pages/Johnny-Johnny/154136877964077?sk=app_2405167945

http://www.myspace.com/johnnyjohnnyband

ALVOCORE

De São Paulo, temos a banda Alvocore, que desde 2010 vem com seu punk rock / hard core direto e sem firulas.

O quinteto lançou quatro músicas na internet e que estão disponíveis até a presente data, o que é um grande cartão de apresentação do que a banda se propõe a fazer, dando prioridade a canções autorais.

Recentemente a banda lançou o álbum “Não há tempo”, que também se encontra na internet. Para quem gosta de Hard Core melódico, uma boa pedida é a Alvocore e para conhecer e curtir o som dos caras, você pode usar os links:

Trama Virtual: http://tramavirtual.uol.com.br/alvocore/

Bandas de Garagem: http://bandasdegaragem.uol.com.br/banda/alvocore/musicas

Facebook: http://www.facebook.com/Alvocore

Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=15464737305322800198&rl=t

Comunidade: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=104933316

Twitter: http://www.twitter.com/Alvocore

Canal Youtube: http://www.youtube.com/user/Alvocore

Fotolog: http://www.fotolog.com.br/banda_alvocore

Purevolume: http://www.purevolume.com/Alvocore

ATAQUE SUICÍDA

Uma das grandes surpresas que tive, veio direto de Olinda no Pernambuco e atende pelo nome de ATAQUE SUICÍDA.

A banda segue a velha cartilha Punk/HC e desde 1993 vem infernizando a terra do forró com seu som foderoso que grita contra as injustiças sociais e toda a podridão humana. Barulho de qualidade não indicado para ouvidos sensíveis. Passe pelo myspaace da banda e confira o que estou dizendo: http://www.myspace.com/ataquesuicida

DISTINTIVO BLUE

E o nordeste vem cada vez mais representando a cena rocker nacional, dessa vez vindo de Vitória da Conquista na Bahia, os blueseiros do Distintivo Blue não fazem feio e te transportam para um bar sujo, de beira de alguma estrada esquecida no Mississipi, com um uísque na mesa e algumas garotas com tristes sorrisos ao canto do salão. E é assim desde 2009, quando a banda (formada por músicos já experientes e que passaram por grupos como The New Old Jam, Tomarock, Freebird e Tombstone) surgiu.

A banda lançou seu EP de estréia, “Aplicando a lei”, com seis faixas próprias, todas disponibilizadas na internet e para o seu formato físico, foi lançado em mini-cd, que acompanha uma faixa multimídia, material exclusivo e encarte digital com letras, textos, fotos, biografias, além de já ter nascido raro, pois apenas 110 cópias foram editadas artesanalmente e cada faixa multimídia é de conteúdo exclusivo de cada cd, ou seja, não há um cd igual ao outro.

Enquanto isso, a banda não para e já prepara material para seu mais novo lançamento, um cd com 12 faixas.

Uma particularidade da banda é o fato de não se prender apenas ao seu mundo, trazendo um site super caprichado que trata de todo o universo do blues e do jazz, seja ele nacional ou internacional, com reportagens, dicas, colunas semanais, e muita coisa bem “faça você mesmo” que merece ser visto. Posso até dizer que a banda segue a cartilha do “Faça Voc~e Mesmo” muito mais (e muito melhor) que muitas bandas que se rotulam punks.

Nos shows da banda, você ainda pode adquirir de forma gratuita o zine BLUEZINADA! Confira tudo em www.distintivoblue.com

Essas são apenas algumas das supresas que venho tendo com a internet, que cada vez mais confirma a minha tese de que o rock só está morto para quem se acomodou a consumir o que as rádios oferecem.

Jay Rocker

Com o dia corrido, nem pude parar para colocar os textos do blog em ação, mas nessa brechinha para um café preto e sem açúcar, consigo traçar algumas linhas sobre mais uma parte do Desafio Musical de 250 Dias. O Desafio de hoje é citar uma musica que não tem letra. Pra mim é fácil. Já toquei essa música e vi a banda original que a toca abrir os seus shows, comigo colado na grade e o pau comendo.

Antes de falar da música, é necessário dizer o que ela significa. O nome dela serve de algo? Então vamos lá, vamos voltar no tempo e parar em 1962, com a publicação do Livro A LARANJA MECÂNICA, de Anthony Burgess, onde ele descrevia um carro chamado DURANGO 95, que Alex e seus Droogs usavam para suas aventuras.

Avançamos no tempo, agora para 1971 chegamos na edição que se tornou um filme e finalmente contamos com a imagem do Durango 95, Alex e seus droogs numa obra mundialmente conhecida, dirigida por Stanley Kubrick e que permaneceu “censurado” no Brasil por longos sete anos, só estreando em nossas telas em 1978.

Mais uma vez voamos no tempo e chegamos no longínquo ano de 1984, no álbum Too Tough To Die, da minha banda preferida RAMONES, que contava com a melhor formação que ela já teve (Joey, Johnny, Dee Dee e Richie) e ainda de quebra, era a volta de Tommy Ramone na produção.

Nesse álbum, a quarta música do lado A, era uma composição de Johnny Ramone, que tinha menos de um minuto e letra alguma. Era DURANGO 95, musica que desde então se tornou a musica de abertura dos shows da banda (não confundir com a vinheta The Good, The Bad & The Ugly), sendo um tema rápido e agressivo, um grande convite ao pogo logo no primeiro minuto de show.

Essa é uma musica intensa, que merece ser ouvida até os tímpanos estourarem.

Degustem

DURANGO 95 (estúdio): http://www.youtube.com/watch?v=YOL5NV0RiBQ

DURANGO 95 (live): http://www.youtube.com/watch?v=JkjmoS_EBGQ

O CARRO EM CENA DO FILME “A LARANJA MECÂNICA”: http://www.youtube.com/watch?v=_ltwX603Ft4&feature=player_embedded

Jay Rocker

Existem várias canções que eu gosto da letra, não sei se posso dizer que amo alguma delas, mas existem umas que são basicamente uma descrição minha mesmo sem eu nunca ter pensado em escrever sobre isso. “Essa música me diz tanto que nem sei como não tem meu nome” é uma das faixas que entraram no álbum Insônia de 2008, da banda Dance Of Days e eu costumo comentar com o Nenê Altro que vou processá-lo por falar de mim sem autorização, rs.

É uma canção simples, mas emblemática e para quem quer saber sobre mim, basta prestar atenção nos versos, principalmente nas estrofes que dizem: Sou uma criatura estranha, com uma solidão tamanha, Daquelas que sempre tem que estar perto de alguém Pra conseguir ficar bem” e ainda “Eu cresci assim, menino genioso e impulsivo, E acho que gosto desse meu jeito. Uso as mesmas camisetas, sempre tenho mil  problemas e Nunca escondo meus defeitos” . Quem não me conhece, pode descobrir um pouco mais de mim. Quem me conhece pode fazer o mesmo e verificar quanta semelhança. Sem maiores delongas, conheçam a letra e a musica

ESSA MUSICA ME DIZ TANTO QUE…

…NEM SEI COMO NÃO TEM MEU NOME

(Dance Of Days)

Não é pedir demais querer ficar em paz,
Trancar as portas e dizer pro mundo que morremos.
Fica então aqui, que é tão ruim estar assim
E eu já não quero mais silêncio.

Aumenta o som que essa música me diz tanto
Que nem sei como não tem meu nome.

Sou uma criatura estranha, com uma solidão tamanha,
Daquelas que sempre tem que estar perto de alguém
Pra conseguir ficar bem, e que quando não tem ninguém faz manha.

São paulo é assim, mas acho tão bom dormir
Ouvindo a chuva na janela e embaixo das cobertas.
Então me abraça que é só você que eu quero
E eu quero ser tudo pra te ver sorrir.

Eu cresci assim, menino genioso e impulsivo,
E acho que gosto desse meu jeito.
Uso as mesmas camisetas, sempre tenho mil problemas
Nunca escondo meus defeitos.

Sempre ligo pros amigos quando me sinto sozinho,
Mesmo sem nada pra dizer.
Sempre digo que consigo e as vezes até acredito.
E as vezes até que me dou bem.

E hoje eu só quero ficar com você,
Aqui mesmo em casa vendo tv.
A gente faz graça sobre nossos planos
E enganos desses trinta e poucos anos.

http://www.youtube.com/watch?v=a5_DM2IeStk

Jay Rocker

Nunca fui fã do Restart, mas acabo ouvindo as suas músicas de tabela, pois tenho uma filha de 06 anos que gosta muito da banda e de suas músicas. Musicalmente falando, os garotos tocam bem aquilo que se propuseram a tocar, em especial o baterista, que tem uma grande técnica. Mas esse texto não veio para enaltecer ou denegrir a imagem da banda adolescente que mais vem aparecendo em premiações e programas de TV, mas sim pelo desrespeito que alguns idiotas vem tendo não só com a banda, mas também com seus fãs e com outras bandas de rock.

Não é a primeira vez que temos notícias disso e eu já presenciei diversos absurdos desse tipo. Citando alguns, posso voltar no tempo em meados de 1993/4, no Hollywood Rock, bandas como De Falla, Biquíni Cavadão e Engenheiros do Havaí (que são três bandas que não gosto) sofreram o diabo do público, pois foi um festival de garrafas e tudo. Concordo que é um festival de várias bandas (e naquele ano a “onda” grunge estava em seu auge) e a grande maioria tinha ido ver as bandas como Nirvana, L7 e Red Hot Chilli Peppers (eu particularmente, nas duas noites que fui) e essas bandas nacionais abririam. Eu não gosto, mas tinha gente que gostava e pagou para ver o show. Eu fiquei na minha, mas um monte de gente começou a agredir a banda.

Quando o Discharge veio pela primeira vez no Brasil, a banda Ratos de Porão fez a abertura e tinha gente tacando latas de cerveja neles e ainda tem moleque de 16 anos que não sabe o P de punk (e nem soletrar punk) que ficava chamando o João Gordo de traidor do movimento. Um inclusive chegou ao cúmulo de oferecer cerveja ao amigo Rogério Ansaloni, só para ele ceder a lata para ele jogar no João Gordo. Olha que coisa ridícula.

O festival A Um passo do Fim do mundo. Alguém também acertou uma pedra na cabeça do Henrike do Blind Pigs, e quando o batera chamou o cara que tacou para trocar idéia, pra onde o cara foi? Qual o motivo que tacaram a pedra?

Supla e a banda Psycho 69, abertura do show do Ramones em 95 ou 96, festival de coisas de todos os tipos jogadas. Enquanto era cuspe, beleza havia uma troca de cusparadas entre banda e público, mas era um lance meio que “normal” no Sex Pistols Felling, mas ai as coisas começaram a ficar pesadas mesmo e falando em Supla, num dos festivais Punk (Não sei se foi o passo ou o fim do mundo) também acertaram eles.

São inúmeros casos e talvez no Brasil, o mais comentado no mundo tenha sido o do Lobão no Rock In Rio II, que também foi muito ruim, pois tinha gente que curtia o cara e tinha ido para assistir.

Imagine você: Trabalhando e chega um cara do nada e te taca algo, te dá uma porrada ou sei lá o que. É mais ou menos a mesma coisa. Você tem todo o direito de não gostar de qualquer coisa, mas isso não lhe dá o direito de agredir e/ou desrespeitar essa coisa, simplesmente porque você não gosta. Se for inevitável você estar no lugar, eu compreendo que você possa discordar de ver determinado artista, mas isso não lhe dá o direito de agredi-lo. Mas o pior de tudo, é se for um evento onde a banda que você “odeia” é banda principal, o que você está fazendo lá? Você acorda, sai de sua casa, pega fila, fica no meio do empurra empurra só para tacar algo no cara? Isso é sinônimo de idiotice. É sinônimo de covardia, pois você se esconde no meio da multidão para não ser visto.

Uma vez, num dos shows do Cólera, tinha um cara tacando coisas neles (detalhe: nem banda de abertura tinha nesse dia, era só o Cólera numa despedida antes de sua turnê europeia). O Pierre saiu da bateria e disse: “Quer tacar algo, taca aqui em mim, porque tá acertando os instrumentos e essas porras foram caras, e a gente tem trabalho fora da banda e a gente paga essas porras com prestação. Taca em mim” O cara tacou? Não, ninguém viu quem foi. A mesma coisa foi com o cara do Restart, ele falou pro cara que tacou: “Se quiser, vem aqui falar direto comigo” O cara foi? Não.

Sinceramente, não sei como uma pessoa é capaz de tamanho desrespeito com o próprio ser humano. E aposto que pessoas assim são as mesmas que ficam indignadas nas redes sociais quando percebem um ato de desrespeito. A hipocrisia reina absolutamente em todos os campos e shows, que deveriam ser sinônimos de diversão, acabam virando palcos inseguros, onde nem você, nem ninguém pode ir e não correr risco.

E se o cara erra o alvo? O público do Restart (nesse caso) em sua maioria é formado por crianças, pré-adolescentes e adolescentes. Se pega numa criança? Se corta alguma parte, pega no olho? Imagina você descobrindo que deixou uma pessoa cega só porque quis dar uma de “fodinha”?

Não é questão de gostar ou não gostar. É questão de respeito. Você tem todo o direito de não gostar de uma banda, não gostar do cara se ele for branco, preto, colorido, se a pessoa for hétero, bi, homo, pan, se a banda toca blues, emo, punk, metal e o caralho a quatro. Você realmente tem o direito de não gostar. O que você não tem o direito é de desrespeitar, de atacar sem motivo, de denegrir, de humilhar e principalmente, causar danos psicológicos e/ou físicos nessas pessoas. Pense nisso. Educação é algo que dinheiro nenhum vai comprar para você.

Vou usar uma frase da música “Se o rádio não toca”, que Raul dizia: “Se o rádio não toca a música que você quer ouvir, não procure dançar ao som daquela antiga valsa. É muito, é só mudar de estação, é só girar o botão”. Realmente é simples. Você não gosta, não consuma. Não perca seu tempo saindo de casa para estragar a festa alheia. E isso serve para tudo. Reveja seus conceitos e antes de querer ser qualquer tipo de coisa, tente ser você mesmo.

Jay Rocker

Minha banda preferida continua sendo Ramones, banda que tive o privilégio de ver ao vivo por 05 vezes em que eles estiveram no Brasil, sendo uma muito especial, que rolou em Curitiba e tocaram as bandas Viper, Raimundos, Sepultura e é Claro, Ramones. era a Acid Chaos Tour.

Nunca vi a minha formação preferida, que incluiu o Richie na bateria, Dee Dee no baixo, Joey na voz e Johnny na guitarra. Todos os 05 shows que fui, eram com o C.Jay no baixo e o Marky na guitarra, sendo que pude matar a minha vontade de ver o Richie em ação quando ele esteve em São Paulo, tocado alguns clássicos do Ramones, que comentarei em outra oprtunidade.

Meu disco preferido da banda, é o Animal Boy, que tem essa formação e grandes petardos como: Somebody Put Something In My Drink, Animal Boy, Love Kills, She Belongs to Me (Que ninguém me tira da cabeça que o Dee Dee tomou as dores do Joey e deu uma cutucada no Johnny), Crummy Stuff, My Brain Is Hanging Upside Down (Bonzo Goes To Bitburg) e minha musica preferida encerrando o lado B do disco, Something To Belive In, que foi escrita pelo grande Dee Dee e Jean Beauvoir, um multi-instrumentista americano que só tocou em bandas como Plasmatics, Crown Of Thorns e Voodoo X, além de uma carreira solo e parcerias musicas com gente pouco conhecida, como Debbye Harry, Gene Simmons, Pretenders, Lionel Ritchie, Kiss, entre outros. Esse mesmo Jean Beauvoir, além da Something To Belive In, co-assina as faixas: She Belongs To Me e My Brain Is…

O clipe faz uma brilhante paródia de We’re the world, grande hit do evento USA for Africa, que tinha até um cover de Michael Jackson em sua versão negra e com luvas. E a letra acaba sendo um protesto sobre os reais fins dos fundos e os principais motivos que as pessoas o fazem. Enfim, para conhecer a música e ter sua própria opinião é fácil: Dá um look geral logo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=vexjWIvwsVg

SOMETHING TO BELIVE IN
(Ramones)
I wish I was someone else
I’m confused I’m afraid I hate the loneliness
And there’s nowhere to run to
Nothing makes any sense
But I still try my hardest
Take my hand
Please help me man
‘Coz I’m looking for something to believe in
And I don’t know where to start
And I dont’ know where to begin, to begin
If I was stupid or naive
Trying to achieve what they all call contentness
If people weren’t such dicks
And I never made mistakes
Then I could find forgiveness
Take my hand
Please help me man
‘Coz I’m looking for something to believe in
And I don’t know where to start
And I dont’ know where to begin
Oh No
I can’t be someone else
I don’t feel that it’s hopeless
I don’t feel that I’m useless
I can’t throw it all away
I need some courage to find my weakness
And with your love
I know with all my heart I can win
‘Coz I’m looking for something to believe in
And I just need something to believe in…
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